O nome anglicizado, Tony, era um costume da época em que estreou na carreira artística, e Ramos o sobrenome de um parente.
Através do personagem Márcio Ayala, de
O Astro, Tony protagonizou o primeiro nu masculino em telenovelas brasileiras, apesar da
censura existente no
regime militar da época.
Biografia
Nascido no interior do
Paraná, e tendo passado a juventude em
Ourinhos,
[1] no interior de
São Paulo, Tony Ramos desejava ser ator desde a
infância, quando assistia aos
filmes de
Oscarito e desejava ser como ele. Aos catorze anos, ele fez sua estreia na
televisão, atuando em esquetes no programa
Novos em Foco, na
TV Tupi. Ainda nessa emissora, fez sua primeira novela,
A Outra, de
Walter George Durst. Tony Ramos foi também estudante de
Filosofia.
[1]

Dentre seus memoráveis personagens, encontram-se: o filho de Dona Santa em
Nino, o Italianinho (1969); o idealista Márcio Hayalla de
O Astro (1977); André Cajarana, que lutava para provar a inocência do pai, em
Pai Herói (1979); Tom, contracenando com
Sônia Braga, em
Chega Mais (1980); os gêmeos João Victor e Quinzinho, de
Baila Comigo (1981); o surdo-mudo Abel de
Sol de Verão (1982); Riobaldo, o jagunço que se apaixona por Diadorim, interpretada por
Bruna Lombardi, em
Grande Sertão: Veredas (1985), minissérie adaptada da obra de
Guimarães Rosa; Tonico, um tipo amoral, em
Bebê a Bordo (1988); o simpático Juca de
A Próxima Vítima (1995); Clementino, um dos poucos personagens que fogem à linha de bom moço na carreira de Tony, em
Torre de Babel (1998); Miguel, o livreiro romântico de
Laços de Família (2000)
e téo,o saxofonista da novela Mulheres Apaixonadas(2003). Em 1998, Tony conquistou o prêmio de "Melhor Ator de Televisão" da
APCA e da TV Press - este numa
eleição realizada entre oitenta editores de cadernos de TV no país -, por sua atuação como Clementino, de
Torre de Babel, personagem bastante polêmico, que iniciou a história preso, por ter assassinado a
mulher ao descobrir que ela o traía, e depois regenerou-se ao lado de um novo
amor. Além disso, pelo mesmo
papel, foi eleito o melhor ator de 1998, segundo a
pesquisa InformEstado.
Carreira
Na televisão
No cinema
No teatro
- 2002 - Novas Diretrizes em Tempos de Paz - oficial da alfândega/ex-torturador da polícia política de Vargas.